quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

FICHA TÉCNICA DE PLANTAS PARA POSSÍVEIS BONSAI

Após me matar procurando ficha técnica desta ou daquela planta, resolvi reuni-las em um só local.
É claro tem plantas aqui que não tem como usar para o cultivo do bonsai, mas serve como uma planta ornamental no seu jardim. 


Acer buergerianum (tridente)
NOME COMUM - Acer Tridente
NOME CIENTÍFICO - Acer buergerianum
FAMILIA - Aceracea
ORIGEM - China e Corea.
CARACTERIZAÇÃO - Espécie de folha caduca e de crescimento rápido, muito atractiva devido à sua extrema resistência, força da brotação mas com entrenós muito curtos e também à pequena folha de três pontas, que no Outono adquire uma cor amarela, salpicada de vermelho.
LOCALIZAÇÃO - Colocar em pleno sol durante todo o ano, excepto nos períodos mais quentes em que deve ficar em semi sombra para evitar queimar as folhas.
REGA - Regar abundantemente enquanto tem folhas, mas deixar secar a camada superior do substrato entre regas. No Inverno regar moderadamente.
NUTRIÇÃO - Deve ser adubada e vitaminada desde a Primavera até ao início do Outono.
TRANSPLANTE - Deve ser transplantada de 2 em 2 anos, antes que comecem a surgir os novos brotos, com uma Mistura de solo Universal.
MODELAÇÃO - A poda de manutenção durante o período de crescimento, suporta bem defoliação, pode ser aramada na primavera (antes das folhas aparecerem) ou após defoliação (Julho).
PROPAGAÇÃO - Por estaca durante a primavera e verão, espécie de fácil propagação ideal para iniciados treinarem.

Acer palmatum
NOME COMUM - Acer palmatum
NOME CIENTÍFICO - Acer palmatum
FAMILIA - Aceraceae
ORIGEM - Japão e Coreia
CARACTERIZAÇÃO - Trata-se de uma espécie de folha caduca, muito apreciada pela coloração das suas folhas, quer na Primavera (inicio da brotação), quer no Outono (queda da folha). Das muitas variedades existentes, o A. Palmatum deshojo é uma das mais apreciadas pela coloração vermelha da brotação, no Verão passa a verde e voltando a avermelhar antes da queda das folhas. Existem ainda várias outras cultivares ideais para Bonsai como os Kashima e Kiohime apreciados pela reduzida dimensão das folhas e entrenós curtos que lhe dão elevada densidade, o seijen pelas folhas de tom rosado e o Arakawa pela casca corticosa.
LOCALIZAÇÃO - Localizar no exterior durante o ano inteiro, nos períodos mais quentes, deve ficar debaixo de uma malha de sombra ou em semi-sombra, para evitar queimar as folhas.
REGA - Regar abundantemente durante o período de desenvolvimento, deixando sempre secar a camada superior entre regas. No Inverno regar moderadamente, com o objectivo de manter o solo húmido.
NUTRIÇÃO - Deve ser adubado e vitaminado desde a brotação na Primavera até á queda da folha no Outono. Para além desta adubação, pode-lhe ser aplicado um fertilizante com fósforo e potássio que estimula a emissão de raízes na Primavera e facilita a lenhificação dos ramos novos no Outono.
TRANSPLANTE - Deve ser transplantada de 2 em 2 anos, assim que os gomos folheares comecem a “movimentar-se”, pode ser cultivado em Akadama puro ou em “Mistura Universal para Bonsai” (ver : Ficha Técnica – Solos).
MODELAÇÃO - A poda de formação (ramos grossos) pode ser feita aquando da defoliação ou no Inverno após queda das folhas. A desponta (metsumi) executada com a ponta dos dedos durante toda a Primavera, consiste na eliminação do novo brote, deixando somente o primeiro par de folhas. Nesta espécie a defoliação, para além de um interesse estético, com a substituição das folhas velhas por novas de cor vermelha, melhorar a coloração outonal, reduzir a dimensão das folhas e dos entre-nós, também pode ter vantagens horticulturais se executada parcialmente (defoliando só as partes fortes) equilibramos a energia da planta. O Aramamento no fim do Inverno antes da abertura das folhas, ou na altura da defoliação (no verão – Julho), devendo sempre ter-se cuidado com o engrossamento dos ramos (principalmente no outono) e com a fragilidade da “pele” para não a vincar.
PROPAGAÇÃO - De difícil propagação por estaca (somente com “camas” aquecidas e com baixo índice de sobrevivência) o Acer Palmatum pode ser propagado por alporque ou semente.

Carmona
NOME COMUM - Carmona
NOME CIENTÍFICO - Ehretia buxifolia
FAMILIA - Boraginacea
ORIGEM - Sudoeste da China
CARACTERIZAÇÃO - Arvore de Folha persistente, muito apreciada pelo verde brilhante das suas folhas, dá uma flor Branca e um fruto vermelho, existem duas variedades a de folha grande (macrophila) e a de Folha pequena (microphila), esta ultima frutifica mais.
LOCALIZAÇÃO - Interior, devendo apanhar 3 a 4 horas de sol directo por dia e muita luz. Quando a temperatura mínima começa a ser superior aos 18º C pode-se colocar no exterior, tendo atenção à rega nas horas de maior calor.
REGA - Regar abundantemente, durante o período de crescimento, no Inverno regar moderadamente deixando secar a camada superficial entre regas.
NUTRIÇÃO - Embora tenha um crescimento lento a carmona gosta de ser bem alimentada, devendo ser adubada desde o fim do inverno até ao fim do outono, as vitaminas devem ser dadas o ano inteiro, e agradam-lhe reforços com quelatos de ferro.
TRANSPLANTE - Deve ser transplantada de dois em dois anos entre Abril e Maio, o solo dever ser Mistura Universal para Bonsai, como por vezes se torna dificil podá-la muito na altura do transplante, o equilíbrio hídrico deve ser feito com uma defoliação parcial de folhas velhas com poda da brotação nova, com em qualquer espécie de Bonsai, beneficia da aplicação de vitaminas em dose forte no pós transplante.
MODELAÇÃO - Pode ser podada de manutenção todo o ano. Normalmente não se arama pois a sua madeira quando velha quebra-se facilmente, utilizam-se antes puxadas e Tensores.
PROPAGAÇÃO - O método mais utilizado é por estaca de brotes novos durante a primavera e verão.

Ficus retusa
NOME COMUM - Ficus
NOME CIENTÍFICO - Ficus retusa (existem várias espécies, esta é a mais comum, os conselhos são os mesmos)
FAMILIA - Moracea
ORIGEM - India e China
CARACTERIZAÇÃO - As ficus constituem uma família com centenas de espécies (é parente da nossa figueira - Ficus carica), é de folha perene ovalada, sendo apreciada pela sua resistência e emissão de raízes aéreas e resposta às técnicas de Bonsai (nomeadamente aramamento).
LOCALIZAÇÃO - Pode ser localizado no exterior durante a primavera e Verão, mas deverá ser protegido no resto do Ano.
REGA - Regar moderadamente o ano inteiro.
NUTRIÇÃO - Deverá ser adubada desde a primavera ao fim do outono e vitaminada o ano inteiro, agradam-lhe os reforços com quelatos de ferro.
TRANSPLANTE - Deve ser transplantada cada 2 anos no fim da primavera (maio/junho) com uma mistura de solo Universal (ver “Ficha Técnica – Solos), normalmente se a planta está saudável junta-se o transplante com a defoliação e o aramamento.
MODELAÇÃO - Suporta Bem todas as técnicas de aramamento, e podas drásticas, normalmente aramamos após defoliar, o que se pode passar desde Maio a Agosto, depois torna-se tarde para defoliar.
PROPAGAÇÃO - Por Estaca ou enraizamento aéreo.

Ligustrum Chinensis
NOME COMUM - Ligustrum Chinês
NOME CIENTÍFICO - Ligustrum ovalifolium chinensis
FAMILIA - Oleaceae
ORIGEM - China, Japão e Europa
CARACTERIZAÇÃO - Arbusto de folha perene, ovalada e média, com flores brancas no Verão (raro ocorrer em Bonsai devido às podas de manutenção, em que não permitimos a floração que é apical). Algumas espécies são de folha caduca (mas não esta), existe uma variedade em que o bordo da folha é branca (variegata).
LOCALIZAÇÃO - É uma das várias espécies de dupla localização, mas pode viver perfeitamente todo o ano no exterior, quando no interior, gostam de estar em exposições soalheiras, sem climatização.
REGA - Devido à constituição da folha tem um elevado consumo de água no verão, no inverno a rega deve ser moderada.
NUTRIÇÃO - O ligustrum cresce rapidamente pelo que tem de ser vigorosamente nutrido, devendo receber adubo e vitaminas desde Fevereiro a Novembro, dado o seu rápido crescimento foliar beneficia da aplicação de um reforço de micronutrientes ao longo de toda a época de crescimento, desta forma evitaremos carências.
TRANSPLANTE -Visto ter um rápido crescimento radicular (maioritáriamente constituido por raizes finas) é aconselhável transplantá-lo de dois em dois anos, para uma Mistura Universal para Bonsai entre Fevereiro e Março.
MODELAÇÃO - Deve ser podado de manutenção ao longo de toda a época de crescimento, pode ser aramado durante a primavera e outono, tendo cuidado com a fina pele.
PROPAGAÇÃO - O método mais utilizado é por estaca de brotes novos durante a primavera.

OLIVEIRA
NOME COMUM - Oliveira


NOME CIENTÍFICO - Olea europea


FAMILIA - Oleaceas


ORIGEM – Mediterrâneo, da Pérsia a Portugal, bem como as Ilhas Canárias e os Açores.


CARACTERIZAÇÃO - Árvore de médio porte, folha persistente ovaladas verdes escuras por cima e acizentadas por baixo, de elevada longevidade existem vários exemplares milenares na natureza.


Dá flores minúsculas, que se transformam em frutos verdes que se alteram até ao negro, na maturação. A casca esverdeada torna-se nodosa nas árvores velhas.


LOCALIZAÇÃO - No exterior a pleno sol o ano inteiro, proteger de geadas nas zonas muito frias.


REGA - Deixar secar bem entre regas o ano inteiro, mas atenção pois a oliveira consome bastante água.


NUTRIÇÃO - Adubar e Vitaminar de Fevereiro a Outubro.


TRANSPLANTE - Cada 2 anos em Fevereiro, para Mistura Universal para Bonsai.


MODELAÇÃO - A poda de manutenção realiza-se ao longo de todo o ano. Pode ser aramado na primavera e outono, normalmente ano sim ano não faz-se uma poda de formação mais forte a qual estimula a densidade da copa, no ano seguinte deixa-se alongar um pouco mais para tentar ter flores e frutos.
PROPAGAÇÃO - Por estaca, podendo ser mesmo utilizadas estacas muito grossas.

SERISSA
NOME COMUM - Serissa


NOME CIENTÍFICO - Serissa foetida


FAMILIA - Rubiaceas (família do cafeeiro)


ORIGEM - China Meridional e Japão


CARACTERIZAÇÃO - Arbusto perene de folha verde ovalada de reduzida dimensão, existem diferentes variedades, a mais comercializada como Bonsai é a Serissa Japónica thunbergii e é produzida na China, existem ainda a Serissa Japónica e a Serissa de Shangai (menos comuns no nosso mercado), todas possuem uma versão variegata (de folhas brancas e verdes), a qual se deve a um vírus inócuo que terá afectado a planta mãe na origem.

A maioria dá uma flor de cor branca mas existem variedades de cor rosa, podendo ocorrer o ano inteiro o auge de floração dá-se no fim do verão, deve o seu nome cientifico Serissa Foetida (mal cheirosa em latim) ao cheiro que exala após podada.


LOCALIZAÇÃO - As variedades oriundas da China são consideradas Bonsai de interior, ainda que lhes agrade o exterior durante a primavera e o Verão, devemos protegê-las logo que as temperaturas médias baixem dos 16 º C.

Gostam de estar em exposições soalheiras, junto de uma janela (sem cortinas nem persianas), quando colocadas no exterior à que protegê-las ligeiramente, de modo a que só apanhem directamente o sol do inicio e final do dia.


REGA - Visto ser sensível a fungos provocados por excesso de água, convém deixar secar ligeiramente a camada superficial do solo entre regas (principalmente no Inverno em que quase estagna o seu crescimento), regando-a depois abundantemente com um regador de ralos finos.


NUTRIÇÃO - A Serissa deve ser adubada de Fevereiro a Novembro, beneficiando com a aplicação de vitaminas o ano inteiro, gosta ainda de reforços nutricionais com adubos de Fósforo e Potássio que apresentam uma acção preventiva contra o aparecimento de fungos do colo (phitoftora).


TRANSPLANTE - Ainda que o seu crescimento radicular seja lento, é aconselhável transplantá-la de dois em dois anos para garantir a ideal drenagem do solo, este deve ser constituído por uma Mistura Universal para Bonsai, a época ideal é quando as temperaturas se mantêm em torno dos 20ºC (Abril/Maio).


MODELAÇÃO - Juntamente com a localização, a rega e a nutrição, a poda é um dos principais segredos para manter a Serissa forte e densa, responde muito bem a podas fortes rebrotando mesmo em madeira antiga, é importante não a deixar alargar-se muito pois perderá a densidade das folhas, devemos regularmente arrancar-lhe os gomos ladrões que brotam junto às raízes.

Normalmente não se arama usando-se puxadas e tensores para direcionar, pode ser aramada na primavera mas a madeira é muito quebradiça.


PROPAGAÇÃO - O método mais utilizado é por estaca de brotes novos durante a primavera.




ULMEIRO CHINÊS

NOME COMUM - Ulmeiro Chinês (também Zelcova Chinesa)


NOME CIENTÍFICO - Ulmus parvifolia


FAMILIA - Ulmacea


ORIGEM - China e Japão


CARACTERIZAÇÃO - É uma árvore pequena de folha semi-caduca. É muito apreciada pelo pequeno tamanho das suas folhas, pela fina ramificação e pelo escamar da casca .


LOCALIZAÇÃO - É uma das várias espécies de dupla localização, pode viver perfeitamente todo o ano no exterior ou no interior, se no interior gostam de estar em exposições soalheiras, sem climatização.


REGA - Deixar sempre secar a camada superficial do solo entre regas.


NUTRIÇÃO – Adubar e Vitaminar desde a primavera ao outono.


TRANSPLANTE - De dois em dois anos, para uma Mistura Universal para Bonsai, entre Fevereiro e Março.


MODELAÇÃO – Podar de manutenção todo o ano e de formação no final do inverno, pode ser aramado durante a primavera e verão, suporta bem a defoliação.


PROPAGAÇÃO – O método mais utilizado é por estaca de brotes novos durante a primavera.


PINGO DE OURO
Nome Científico: Duranta repens aurea
Nome Popular: Pingo-de-ouro, duranta, violeteira-dourada, violeteira
Família: Verbenaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Perene
Este arbusto de folhas douradas surgiu através de uma mutação da violeteira.
Sua popularização foi um verdadeiro fenômeno no paisagismo brasileiro. O pingo-de-ouro, ao contrário de outros arbustos tradicionais, tem um crescimento muito rápido, o que aliado à sua coloração exuberante foram os grandes responsáveis pela sua larga utilização. É uma planta excelente para topiaria, principalmente para os iniciantes. Além disso presta-se como bordadura, cerca viva, renque e até mesmo para a formação de bonsai.
Não é indicada para jardins de baixa manutenção, pois exige podas mais frequentes que outros arbustos. Quando não podado produz pequenas flores arroxeadas, róseas ou brancas e frutos esféricos, pequenos e amarelos, além disso suas folhas perdem um pouco a tonalidade dourada.
Devem ser cultivadas à pleno sol, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Não é tolerante à seca. Tolera o frio e as geadas. Multiplica-se por estaquia e mais raramente por sementes, já que estas podem originar pingos-de-ouro e violeteiras. Requer podas de formação e manutenção freqüentes, utilize sempre luvas para manipular esta planta, pois os ramos podem ser espinhentos.
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JABUTICABEIRA
Nome Técnico:
Myrcia cauliflora Berg.
Sin.: Myrciaria cauliflora (Mart.) O. Berg. ou Plinia trunciflora (O. Berg) Kausel

Nomes Populares :
Jabuticabeira, pé de jabuticaba, jaboticabeira
Família :
Família Myrtaceae
Origem:
Nativa do Brasil, da Mata Atlântica.

Descrição:
Árvore de 3 até 15,0 m de altura, tronco claro, muito ramificada, folhas pequenas ovais opostas e lanceoladas.
Flores pequenas e brancas que surgem diretamente no tronco e nos ramos e que atraem insetos.
Os frutos que se seguem são globosos, de tamanho variável entre 1,5 e 2,9 cm de diâmetro na cor roxa, mas também verde ou rosado.
De polpa branca, adocicada com até 4 sementes.

Modo de Cultivo :
A jabuticabeira é uma árvore de clima tropical ou subtropical úmido.
Não suporta seca prolongada nem geadas.
Regiões onde as chuvas são poucas ou irregulares será preciso regar a planta ou fazer irrigação controlada no pomar.
Podem ser cultivadas desde o Rio Grande do Sul (média de 20 ºC) até o Pará (30 ºC).
Não aprecia regiões de ventos fortes, então nos plantios comerciais são usados quebra- ventos.
O solo de cultivo melhor é o sílico-argiloso de pH 6,5 a 7,0, fértil, bem drenado e boa umidade.

Plantio e Adubação :
Para plantar, fazer uma cova maior que o torrão e colocar água no fundo, bem como areia para garantir a drenagem.
Colocar 2 – 5 litros de adubo animal curtido misturado a um pouco de húmus de minhoca, que tem o pH ideal para esta planta.
Plantar e não esquecer de que a muda deve ficar ao nível do solo, não cobrindo seu tronco mais do que estava no recipeinte em que veio.
Os tratos culturais consistem em retirar ramos secos e aqueles que tendem a entrar para o meio da copa, fechando-a, diminuindo assim a luz no seu interior com a consequência de menor florescimento posterior.
Adubar todos os anos no inverno para os estados do sul e no período das chuvas para os demais.
Adicionar adubo animal curtido e adubo NPK na projeção de sua copa, num sulco feito ao redor da planta.
Não esquecer de regar bem.

O CULTIVO DA PITANGA
Nome Técnico:
Eugenia uniflora L.
Nomes Populares :
Pitangueira, pitanga, pitanga-do-mato
Família :
Angiospermae – Familia Myrtaceae
Origem:
Nativa brasileira, ocorre desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul

Descrição:
Árvore de porte até 12,0 metros de altura, copa com forma piramidal, folhas pequenas ovais acuminadas, coriáceas e brilhantes, perfumadas.


O tronco é tortuoso e muito ramificado.
As flores são brancas, com numerosos estames, atraindo abelhas.
Os frutos que surgem são do tipo drupa carnosa de polpa doce e casca vermelha quando madura, apreciados por todos, de humanos a pássaros e animais selvagens.
É uma planta recomendada para plantio em locais de reflorestamento e áreas degradadas.

Floresce na primavera e os frutos ocorrem até o final do verão, conforme a região.

Modo de Cultivo :
É uma planta muito cultivada em pomares domésticos e pode ser cultivada no litoral.
Apenas deverá ser protegida dos ventos fortes, que derrubam as flores, diminuindo a frutificação.
Necessita de sol e não é exigente em fertilidade, mas aprecia algum teor de umidade.
Quando for plantar, abra a cova o dobro do tamanho do torrão, coloque no fundo adubo animal de curral bem curtido, cerca de 1 a 2 kg/cova ou cama de aves, metade deste valor. Coloque composto orgânico e misture bem, regando bem antes de colocar o torrão.
Ao redor deste preencha com composto orgânico e regue bem nos próximos 10 dias.
A melhor época de plantio é no inverno ou para os estados mais ao norte quando estiver na estação das chuvas.
Anualmente deverá adubar no inverno, com a mesma mistura recomendada para plantio, regando bem depois.

Manutenção no cultivo:
A manutenção para esta planta limita-se ao controle de crescimento de ramos fora da forma da planta.


Severa atenção para o aparecimento de formigas no tronco, examinar então as folhas, atrás de cochonilhas que atacam a planta seriamente.
Usar óleo de nim em aplicações sucessivas com intervalo de 3 dias.
Não aplicar ao sol nem antes de chuva.
O óleo de nim é comercializado em agropecuárias, deverá ser diluído na quantidada recomendada pelo fabricante, colocada em aspersor e aplicada diretamente sobre os insetos.
A formiga deverá ser controlada por iscas atrativas, senão o esforço de nada adiantará.

Reprodução ou propagação da Pitangueira
A propagação poderá ser feita por sementes, colocando-se cada uma em recipiente individual, saco ou tubete, com substrato de terra misturada a composto orgânico ou substrato organo-mineral, mantido úmido e em cultivo protegido.
A emergência ocorre cerca de 50 dias após, dependendo da região.
A planta não se desenvolve muito rápido e deverá permanecer em viveiro por algum tempo, em cultivo ao sol.

Consumo e paisagismo:

Os frutos são consumidos in natura ou na forma de sucos.
As folhas e os frutos têm propriedades medicinais comprovadas para combater diarréias e males estomacais.
No paisagismo produtivo, um dos itens para jardins sustentáveis, a pitangueira tem lugar de destaque.
A produção de estacas de ramos enraizadas e plantadas em vasos tem atraído paisagistas e consumidores que desejam uma frutífera produtiva para locais pequenos, terraços e sacadas. O mercado tem demanda mas a produção é pequena.

ACEROLA
Nome Técnico:
Malpighia glabra
Sin.: Malpighia biflora Poir., Malpighia jallax Salisb, entre outros.

Nomes Populares :
Aceroleira, cereja-das-antilhas
Família :
Família Malpighiaceae
Origem:
Originário da América Central.

Descrição:
Árvore pequena ou arbusto de até 3,0 m de altura,forma arredondada, muito ramificada de folhas verdes ovais e flores rosadas de 1 a 2 cm de diâmetro, completas reunidas em grupos de 3 a 5 flores.
Estas flores surgem em geral depois de um período de crescimento da planta.
São autofecundáveis mas também ocorre a polinização cruzada, isto é, com pólen de outra flor sendo as abelhas responsáveis pela polinização.
O fruto que segue é uma baga vermelha de até 2,5 cm com 2 a 3 sementes duras, de polpa acidulada.
É um dos frutos com maior teor de Vitamina C.

Modo de Cultivo :
A aceroleira necessita de local ensolarado e clima tropical mas em regiões de clima mais ameno também pode ser cultivada.
O regime de chuvas precisa ser entre 1200 a 1600 mm anuais, bem distribuídas.
Caso a irrigação com a água da chuva não seja suficiente, a aspersão com mangueiras ou gotejamento poderá suprir sua falta nos períodos de seca.

Plantio e Adubação :
Adquira muda de tamanho padrão, em torno de 1,0 m de altura e plante com tutor, amarrando com cordão de algodão para não danificar a casca.
A pós notar que a muda está se desenvolvendo,cortar os pequenos ramos até 70 cm a partir do solo para fazer uma boa copa.
Na cova de plantio não esquecer a areia no fundo, o adubo animal, farinha de ossos e o adubo químico granulado como foi ensinado no texto de plantio de frutíferas.

Pragas :
As pragas mais comuns da cultura são pulgões, cochonilhas e nematóides.
Para os dois primeiros, usar óleo de nim ou aqueles chás de plantas tóxicas, como os de folhas de alamanda.
Para nematóides é um pouco mais difícil, as mudas devem ser certificadas de produção em solos não infestados por esta praga.
Plantar tajetes (Tajete patula) ajuda no controle.

Necessidades básicas do cultivo das frutas tropicais
O clima é quente, com temperatura média anual acima de 22 ºC até 30 ºC.
O regime de chuvas deve ser regular durante o ano.
As plantas frutíferas de clima tropical necessitam de temperaturas altas o ano todo, sem grandes oscilações diárias ou mensais para que possam produzir.
A água deverá estar disponível, se as chuvas não forem suficientes, recorrer à irrigação artificial.
A nível de pomar doméstico poderá ser por gotejamento, aspersão ou você, de mangueira e balde na mão.
As regiões onde estas frutas são comercialmente cultivadas no Brasil são os Estados ao Norte, Nordeste, Centro-Oeste e norte do Sudeste.
Algumas frutíferas de clima tropical que podem ser cultivadas em pomar doméstico: Abacateiro, Aceroleira, Bananeira, Jaboticabeira, Laranjeira, Mamoeiro e Maracujazeiro, das quais estaremos disponibilizando fichas com descrição e cultivo para sua informação.


O solo ideal para o pomar doméstico
Quando nos decidimos a implantar um pomar comercial, procuraremos a região e o terreno adequados.
O melhor lugar para o estabelecimento de um pomar é em um lugar alto, ensolarado, de solo fértil e profundo, com bons teores de matéria orgânica, pH em torno de 5,5 e com declive para a drenagem das águas da chuva.
Quando resolvemos fazer um pomar doméstico, isto pode significar na periferia ou dentro da cidade e teremos de nos arrumar com o espaço disponível.
Se a quantidade de plantas para colocar for grande, vale a pena fazer uma análise do solo em laboratório, para saber os nutrientes disponíveis, pH e problemas a serem sanados, como correção de acidez e fertilidade.
Solos com teores de argila em torno de 12 a 25%, areia e silte são os ideais para o desenvolvimento das raízes das frutíferas.
Solos muito siltosos ou muito argilosos tendem a ser mais compactados, retendo água demais, o que pode prejudicar a aeração e o desenvolvimento radicular.
Isto propicia o aparecimento de doenças fúngicas e a planta irá produzir frutos de pouca qualidade.

Em plantios comerciais os produtores fazem camalhões quando o solo é argiloso demais, que consiste na elevação da terra para o plantio delas em cima do camalhão, facilitando a drenagem.
No pomar doméstico citadino isto não será possível.
Teremos de realizar outro processo de plantio para que tenhamos sucesso, como por exemplo, drenos feitos previamente para o escoamento do excesso de água.


Determinando o espaço
Começando pelo cultivo no solo, deveremos fazer uma determinação do local onde cultivaremos.
Se o espaço nada tem, ou só um gramado,será simples.
Espaçamento de 3 - 4,0 metros entre troncos para árvores do tipo laranjeiras e limoeiros será suficiente.
Já para mangueiras e jabuticabeiras a sua escolha ficará restrita a uma muda só.
Enquanto crescem até que pode ter alguma outra fruteira menor, mas ao atingir seu tamanho adulto será difícil conseguir, devido à competição por luz, água e solo.

A melhor época para plantar é no inverno para os estados mais ao sul do Brasil que é nos meses entre junho e agosto.
Para regiões de clima mais quente, na época das chuvas, pois a sobrevivência das mudas irá depender da água.

ROMÃ
Nome Técnico:
Punica granatum L.
Nomes Populares :
Romãzeira, romã
Família :
Família Punicaceae,
Origem:
Originário da região da Europa e Ásia.

Descrição:
Arbusto que pode crescer até 4,0 se plantado no solo, mas em vaso desenvolve bem menos.
Folhagem verde-brilhante, flores de cálice campanulado e pétalas laranja, seguidas de fruto globoso muito apreciado com sementes cobertas por arilo de sabor delicado.
Pode ser cultivado em qualquer tipo de clima, inclusive de invernos frios.

Modo de Cultivo :
Local ensolarado, solo fértil e bem drenado.
Substrato de cultivo de solo de jardim com composto orgânico mais adubação de reposição com adubo granulado NPK formula 10 – 10 – 10 a cada 6 meses.
Pode ser podada nos ramos inferiores para parecer uma pequena árvore.

Paisagismo:
Muito usada em hortas e pomares. No planejamento moderno passou para o jardim da frente, em cultivos produtivos.
É muito ornamental e excelente para jardins de sacada.
Seu tamanho pode ser controlado por podas na época em que está somente vegetativa.
Plantio em vasos de cerâmica de tamanho grande.

TABEBUIA IMPETIGINOSA
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

O cultivo do ipê rosa
Nome Técnico:
Tabebuia impetiginosa Stand.
Sin.: Tecoma impetiginosa Mart., Tabebuia plameri R.,entre outras.
Nomes Populares :
Ipê rosa, ipê-bola, ipê-preto
Família :
Angiospermae – Família Bignoniaceae
Origem:
Nativa brasileira

Descrição:


Árvore decídua, de porte até 12,0 m, tronco largo até 90 cm de diâmetro e folhas compostas de 5 folíolos coriáceos e pubescentes.
As flores são campanuladas e reunidas em racemo tipo bola.


Floresce a partir de maio em algumas regiões e as flores surgem com a árvore despida de folhas.


Modo de cultivo:
Necessita de sol e adapta-se a qualquer tipo de solo.
Adquirir muda bem formada em viveiro, que venha com tutor para melhor desenvolvimento.
Plantar a muda em cova com o dobro do tamanho do torrão, adicionando fertilizante orgânico ou composto vegetal adicionando cerca de 200 gramas de adubo granulado NPK, formulação 10-10-10.
As regas no plantio e depois em até 10 dias posteriores poderão garantir sua sobrevivência.

Paisagismo:
Adapta-se a cultivo em todas as regiões do país, inclusive litorâneas e ocorre desde os Estados do Piauí até São Paulo.
Para paisagismo urbano é indicada para áreas de parques e canteiros centrais de avenidas.
Jardins residenciais e condominiais que têm piscina deverão evitar seu cultivo, pois as folhas que caem poderão trazer problemas de manutenção.

CAESALPINA PELTOPHOROIDES
Texto da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

Cultivo da sibipiruna
Nome Técnico:
Caesalpina peltophoroides Benth.
Nomes Populares :
sibipiruna
Família :
Família Caesalpinoideae
Origem:
nativa brasileira

Descrição:
Árvore de folhas semidecíduas, de médio porte, pode atingir até 16,0 metros.
Seu tronco é largo, uma árvore adulta tem cerca de 0,40 m de diâmetro.


As folhas são compostas de 25 cm de comprimento, bipinadas de folíolos bem pequenos, de cor verde intenso.

As flores são pequenas, amarelas, reunidas em inflorescência cônica, na ponta com os cálices ainda não abertos na cor marrom, sendo fácil sua identificação por este detalhe. As flores são seguidas de frutos do tipo vagem, com sementes achatadas.

A sibipiruna floresce a partir do mês de agosto e algumas florescem em pleno verão no sul.


Modo de cultivo :

É uma árvore da mata pluvial atlântica e desenvolve-se bem em locais ensolarados.
Plantio: Não é exigente em solo de cultivo, mas para garantir uma boa floração desde o seu início, será conveniente a adição de um bom substrato.
Abrir o buraco com o dobro de tamanho do torrão.
Colocar cerca de 3 kg de adubo animal de curral bem curtido, misturado ao solo do canteiro ou a chamada terra vegetal que é o composto orgânico.
Caso não disponha, colocar adubo organo-mineral, misturado ao solo do canteiro.
Também será conveniente a adição à mistura de 200 gramas de farinha de ossos.
Colocar o torrão, prender o tutor no chão e completar o buraco com a terra misturada.
Regar bem.
Época de Plantio: A melhor época de plantio é o inverno para Sul e Sudeste ou na estação das chuvas para os demais Estados.
Nos próximos dias após o plantio, as regas devem ser diárias, caso não ocorram chuvas.
Adubação: A adubação de reposição deverá ser feita no inverno seguinte, com a incorporação de adubo animal de curral bem curtido, misturado ao composto orgânico e colocado na projeção da copa da árvore.
Nos próximos 3 anos realizar este procedimento.
No verão sempre será conveniente as regas no pé para evitar seu fenecimento.


Paisagismo:

No paisagismo a sibipiruna tem sido muito usada para arborização de ruas e avenidas pelo seu porte menor.
A beleza de sua florada é esperada pelos transeuntes e moradores.
Pode servir também para a arborização de parques, praças e grandes jardins de condomínios e empresas.

BAUHINIA VARIEGATA L.
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

A pata de vaca
Nome Técnico:
Bauhinia variegata L.
Nomes Populares :
Pata-de-vaca, casco de vaca, unha de vaca
Família :
Família Caesalpinoideae
Origem:
Originária da China e Índia, muito cultivada no Brasil, principalmente no sudeste.

Descrição:
Árvore de característica semidecídua, isto é, não perde totalmente as folhas no inverno.
Muito ramificada, pode atingir até 10,0 m de altura.
Suas folhas são simples, levemente coriáces, parecendo bipartidas, dando a semelhança de uma pisada de bovino, daí seu nome popular.
Suas flores são vistosas, cor-de-rosa estriadas, com uma das pétalas com uma mancha em rosa avermelhado, reunidas em inflorescências na ponta dos ramos.
Floresce na metade do inverno até a metade da primavera.

Modo de cultivo:
Adaptada ao clima brasileiro, desde que receba sol, não tem problemas quanto à fertilidade do solo, mas este precisa ser bem drenado.
Tolera climas mais frios com geadas, mas desenvolve-se melhor em temperaturas mais amenas.
Propagação por sementes.

Paisagismo:
Árvore muito ornamental, excelente para pequenos jardins e recantos, também pode servir na arborização de ruas e parques.
Tem sido bastante utilizada na região do sudeste do país.

DELONIX REGIA
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

O cultivo do flamboyant
Nome Técnico:
Delonix regia Raf.
Sin.: Poinciana regia B., Delonix regia var. flavida S.
Nomes Populares :
flamboiã, flamboyant
Família :
Angiospermae – Família Caesalpinoideae
Origem:
Madagascar

Descrição:


Árvore decídua, de grandes dimensões, altura de 10-12,0 m, com tronco largo, raízes grandes tubulares.
Folhas compostas bipinadas e flores vistosas na cor amarela, laranja ou vermelha.
Floresce no verão.

Seu fruto é uma vagem longa e longa, achatada, que permanecem por muitos meses na árvore.


Modo de cultivo:
Desenvolve-se bem em locais ensolarados e aprecia solos bem drenados de fertilidade média.
As mudas em viveiro são comercializadas em tamanho padrão de 2,80m dentro de vasos.
Para plantar as mudas, abrir a cova o dobro do tamanho do torrão, acrescentar adubo animal curtido, cerca de 1 litro/cova, misturado com o composto orgânico.
Adicionar adubo granulado tipo NPK formulação 10-10-10, cerca de 200 gramas/cova, misturando.
Colocar o tutor antes de colocar o torrão, amarrando a muda com cordão de algodão.
Colocar o restante do composto e apertar a muda para fixar. Regar bem.
Fazer um camaleão ao redor da muda, para regar sem que a água escorra para outro lugar. Regar novamente.
Por mais de 10 dias regar a muda diariamente.

Paisagismo:
É uma árvore de grande porte, com raízes aflorantes e não é recomendada para calçadas.
Como sua copa é em forma de sombrinha, não deve ser plantada junto de prédios.
Seu efeito cênico melhor é em parques ou jardins grandes.
Desenvolve-se bem em regiões litorâneas, mas com vento moderado.
Pode ser cultivado desde o llitoral norte do Rio Grande do Sul até São Paulo.
Para jardins condominiais e particulares que têm piscina deverá ser evitado seu cultivo devido à queda das folhas no outono.

JUNIPERUS CHINENSIS L.
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

O cipreste, kaisuka
Nome Técnico:
Juniperus chinensis L.
Sin.: Juniperus sheppardii (Veitch) Van Melle
Nomes Populares :
cipreste kaizuka. junípero kaisuka
Família :
Família Cupressaceae
Origem:
Originária da china e do Japão.

Descrição:
Conífera de até 6,0 metros de altura.
De forma colunar, tronco marrom acinzentado com fissuras longitudinais soltando finas cascas em forma de escamas, de folhagem verde escura, ramos dispostos de forma vertical e folhas em escamas.
É uma planta dióica, (raramente monóica) , que quer dizer que apresenta flores femininas e masculinas em plantas diferentes.
As flores masculinas são pequenos cones amarelos elípticos que contém o pólen, sendo que as femininas formam frutos arredondados.
Pode apresentar mais de um tronco e alguns tem a forma retorcida, mais um efeito interessante para o paisagismo.

Modo de cultivo :
Excelente para lugares ensolarados de clima mais frio, mas pode tolerar climas amenos e litorâneos, não sendo indicada para zonas tropicais do país.
Não é exigente na fertilidade do solo, mas prefere solo mais ácido, bem drenado, então para o plantio recomendamos a adição de composto orgânico de folhas e adubo animal na cova, que deverá ser realizado no inverno para ter sucesso.

Paisagismo:
Muito cultivado em jardins temáticos estilo oriental e italianos, sua forma colunar dá o toque estrutural ao projeto.
Pode ser cultivado em maciços com outras coníferas de menor porte e com coloridos diferentes ou mesmo colocado com arbusto verdes e floríferos, sobre gramados, formando conjuntos ou renques em entradas de propriedades.

BUXUS SEMPERVIRENS
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

O Buxinho

Nome Técnico:
Buxus sempervirens L.
Sin.: Buxus arborescens Mill., Buxus myrifolia Lam., Buxus suffruticosa Mill..
Nomes Populares :
Buxinho
Família :
Família Buxaceae
Origem:
Originário do Mediterrâneo e Ásia

Descrição:
Árvore ou arbusto lenhoso, de folhas perenes, podendo atingir 5,0 metros de altura, mas que é mantido podado para cercas-vivas, quebra-ventos e plantas solitárias topiadas.
As folhas são pequenas, ovais, arredondadas, verde-escuras na página de cima e verde-claras na ínferior.
Ele floresce, mas com as podas frequentes e por serem insignificantes, poderão passar desapercebidas.

Modo de Cultivo:
É uma planta que aprecia locais ensolarados, mas que tolera a sombra durante uma parte do dia.
Aprecia solos argilosos, com bom teor de matéria orgânica.
Para plantas cultivadas no chão, abrir uma cova o dobro do torrão.
Colocar no fundo uma camada de areia de construção para garantir a frenagem.
Acrescentar uma mistura feita de adubo animal de curral bem curtido, cerca de 1 litro com composto orgânico de folhas, mais 100 gramas de farinha de ossos, misturando bem.
Colocar o torrão, completar as laterais com a mistura e por último adicionar a terra que retirou-se do buraco.
Regar. Pelos próximos 10 dias regar todos os dias em que não houver chuvas para garantir que a muda sobreviva.
Em geral já se adquire a muda topiada quase sempre na forma arredondada.

Para manter o visual compacto, a poda dos ramos de ponteiro deverá ser frequente, propiciando mais brotações laterais para tornar o arbusto bem ramificado ficando com a copa bem fechada.
As podas dos ramos para o interior da copa devem ser feitas com cuidado. Ao cortar, deixar as gemas da parte externa na ponta, assim os novos raminhos crescerão para fora.
´Se a planta for mantida topiada, a poda deverá ser frequente para que não perca a forma.
Adubação:
A cada 3 meses realizar adubação com adubo granulado NPK formulação 10-10-10, misturado ao solo do canteiro, regando a seguir para que o adubo se dissolva e atinja as raízes.

Pragas comuns:
A planta costuma ser atacada por tripes, ficar atento às folhas, se aparecerem enrugadas junto às nervuras e enrolarem procurar os insetos, que são escuros e minúsculos.
Para tratamento aplicar um defensivo verde feito de chá de alamanda ( Allamanda) ou óleo de nim diluído em água conforme as instruções da embalagem.
As folhas do buxinho são tóxicas, ao manusear e podar a plantar é conveniente usar luvas.

Paisagismo:
Uma das plantas mais utilizadas em paisagismo, desde os tempos antigos.
Nos jardins estilo francês e italiano, o buxinho sempre está presente, na forma de cercas-vivas em sebes aparadas formando desenhos geométricos perfeitos, em topiarias lembrando formas animais e humanas e na tradicional forma de bola, muito usada no paisagismo brasileiro.
É uma planta que resiste bem ao clima frio mas também pode ser cultivada em climas mais quentes com sucesso.
Devemos cuidar, no entanto, ao projetar um jardim, em não usar em excesso plantas topiadas.
Chama bastante a atenção uma planta topiada, mas focar a atenção do jardim em somente suas formas é um erro frequente.
Ela faz parte do jardim num conjunto harmônico, elaborado e estudado para ser único e com foco de interesse em uma planta estrutural, colorida ou mesmo verde e que será a estrela do espaço.
Produção comercial do Buxus:

É uma planta de fácil propagação. Usar ramos novos de ponteiro, retirandose parcialmente as folhas da base, deixando de 3 a 5 nós.
Colocar em substrato do tipo casca de arroz carbnizada, areia misturada com composto orgânico ou vermiculita, mantendo-se úmidade para facilitar o enraizamento.
Pode-se cobrir com plástico transparente e deixar à sombra em cultivo protegido.
Quando notar emissão de folhas a estaca estará enraizada.
Colocar em recipiente para cultivo, podendo ser saco plástico, vasinho ou balde mole.
O substrato de cultivo deverá ser uma mistura de composto orgânico de folhas ou turfa, adubo animal de curral bem curtido e areia, em partes iguais.
Após o plantio regar e por uma semana regar todos os dias para garantir que a muda sobreviva.
Manter em cultivo protegido com sombremento de 50% por pelo menos 6 meses.

SCHEFFLERA ARBORICOLA
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

A Cheflera
Nome Técnico:
Schefflera arboricola((Hayata)Merr.
Nomes Populares :
Cheflera variegada, cheflera pequena
Família :
Família Araliaceae
Origem:
Originário de Taiwan, introduzida no Brasil e atualmente cultivada em todo o país.
Descrição:
Arbusto muito ramificado, pode crescer até 5,0m de altura e tomar aspecto de árvore.
Seu caule é semi-lenhoso, com folhas compostas e palmadas, de consistência coriácea, verdes ou variegadas de creme.
As flores são branco-amareladas em panículas, surgindo na primavera até o verão.
Seus frutinhos vermelhos atraem pássaros que os apreciam.

Modo de Cultivo :
Não é exigente em fertilidade, desenvolve-se bem ao sol mas tolera a meia sombra, podendo ser cultivada em interiores bem iluminados.
Pode ser controlada por podas, pois tende a ser invasiva.
Se a opção for para cultivo em vasos este deve ser grande e de cimento para não quebrar,pois tem raízes agressivas.
A propagação é feita por sementes e por estaquia de ramos durante a primavera.

Paisagismo:
Cultivada em maciços verdes e coloridos, tem belo efeito ornamental.
Fica com ótimo efeito se cultivada em vasos grandes, para condomínios ou entradas de edifícios.
A que tem folhas variegadas é muito bonita e tem sido bastante usada para ornamentar grandes extensões de muros em empresas, como cerca-viva.

FICUS LEPRIEURII VAR.’VARIEGATA”
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

Ficos Variegado
Nome Técnico:
Ficus leprieurii var.“Variegata”
Nomes Populares :
Ficos variegado,
Família :
Família Moraceae,
Origem:
Originário da África tropical.

Descrição:
É um arbusto de alto porte, ou árvore pequena podendo crescer até 4,5 metros cultivado como arbusto topiado ou cerca-viva.
Tem folhas arredondadas na cor creme e verde, podendo ser somente verde também como Ficus leprieuri.

Ambiente e uso decorativo:
Pode ser cultivado ao sol e à meia sombra em canteiros em maciços ou como planta isolada.
Muito ornamental.

Solo:
Necessita solo rico em composto orgânico.

PHOTINIA X FRASERI
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

A Fotínia
Nome Técnico:
Photinia x fraseri
Nomes Populares :
Fotinia
Família :
Família Rosaceae
Origem:
Originário da China

Descrição:
Arbusto de folhas perenes, de formato irregular.
Folhas verdes ovais, apresentando a peculiaridade das folhas novas em tons de vermelho alaranjado, tornando este arbusto muito ornamental.
Flores brancas e pequenas em inflorescênica pequena e densa.

Porte:
Pode atingir até 3,50 m de altura

Ambiente e uso decorativo:
O efeito das folhas avermelhadas e brilhantes em meio à massa de folhas verdes é um efeito muito interessante e um recurso ótimo quando realizamos uma composição com outras plantas verdes ou com flores brancas, como o Viburno (Viburnum) que tem a forma arredondada.

Cultivo:
Em locais ensolarados, solo permeável e fértil, rico em composto orgânico.
As podas devem ser evitadas quando está emitindo folhas novas e apenas para dar um formato oval.
É possível fazer cercas-viva com ele, quando então as mudas deverão ser plantadas a distância de 0,50 a 1,0 m.
A propagação é feita por estaquia de ramos novos, retirando-se parcialmente as folhas, para evitar a perda de umidade.

RHODODENDRON SIMSII
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

A Azalea

Nome Técnico:
Rhododendron simsii
Nomes Populares :
Azaleia, azalea
Família :
Angiospermae – Família Ericaceae
Origem:
Originária da China

Descrição:
É um arbusto lenhoso de fácil cultivo, ideal para as regiões temperadas do Brasil, com temperaturas mais baixas durante o inverno.
Tem a forma arredondada e pode crescer até 2,0 metros de altura, mas seu crescimento é lento.
Pode formar grandes maciços, podendo ser usado para cerca viva.
As folhas são pequenas e de textura áspera.
As flores são de formato tubular na ponta dos ramos nas cores branca, várias semitons de rosa, magenta e púrpura.
Em algumas regiões a floração é tão grande que as folhas ficam escondidas no meio das flores, tornando-se um espetáculo.
Floresce na do meio do inverno até a primavera.
São encontradas variedades anãs que produzem flores durante o ano todo e tem altura até 0,80 m.
Ideais para jardineiras e acabamento de canteiros de arbustos altos e verdes.
Encontramos diversas espécies e cultivares, mas oRhododendron simsii Planch. é a azaleia mais popular em cultivo no país.
A azaleia de buquê é pouco cultivada ainda aqui no país, encontramos apenas a de flores rosa claro, que necessitam de pouco frio para florescimento.
Em outros países como Estados Unidos e Inglaterra o cultivo destas espécies e híbridos é muito grande e encontramos flores nas cores branca, rosa, amarela, vermelha, púrpura ou variegadas.

Cultivo:
Esta planta necessita de local ensolarado, solo fértil ácido e profundo, com boa drenagem.
O solo:
A preparação do solo deve ser feita com turfa ou composto orgânico, que tem pH mais baixo, devendo ser evitada a colocação de húmus de minhoca.
O pH ideal de cultivo da azaleia é 4,8. O solo de cultivo deve ser bem revolvido em profundidade.
O plantio:
A cova de plantio deve ser o dobro do tamanho do torrão.
Colocamos no fundo uma boa porção de areia, depois composto misturado com adubo animal de gado ou aves, numa quantidade que irá variar em função do tamanho da cova, mas cerca de 1 litro de adubo é o suficiente.
Proteger as raízes do contato direto e imediato com o adubo dando uma misturada deste com o composto.
Acomodar a muda no buraco e ao redor colocar o composto, soltando a terra do torrão com as mãos, delicadamente, se estiver compactada.
O resultado é que as raízes laterais se desenvolverão melhor.
Regar muito bem e repetir todos os dias até que notar que muda está se desenvolvendo.

A melhor época do plantio é no outono

A melhor época de plantio é no outono.

Adubações: Adubações posteriores poderão ser feitas após a floração para dar à planta a nutrição necessária para seu crescimento somente vegetativo.
No final do outono novamente, pois seu florescimento no inverno necessitará esta dose a mais de energia.
Se as plantas do canteiro vizinhas não estiverem muito juntas, adubar com uma mistura de composto orgânico ou turfa com adubo de aves misturado a adubo granulado NPK com formulação 4-14-8, cerca de 100 gramas por muda.
Colocar ao redor da planta. E regar muito bem.
Não deixar tocar nas folhas para evitar que queimem.
Uma dica para esta tarefa: um dia antes regue muito bem a muda.
Irá formar-se ao redor das raízes um bulbo de umidade. Quando colocar no dia seguinte o adubo este irá penetrar melhor no solo alcançando as raízes.

Propagação e Mudas:
Se quiser fazer mudas, aguardar a estação de crescimento, logo após a floração.
Retire ramos da ponta , retire algumas folhas e coloque em areia úmida ou casca de arroz carbonizada, mantidas úmidas até notar emissão de folhas, sinal que está enraizada. Plantar então em sacos ou vasos com composto orgânico e areia. Para quem irá fazer produção, a utilização de substâncias de enraizamento será adequada.

Ambiente e uso decorativo:
As azaleias são em geral cultivadas em canteiros, sozinhas ou em grandes maciços coloridos, como cerca-viva e como planta de vaso.
Quando usarmos as azaleias anãs o vaso não precisa ser muito grande e pode ser usada como complemento para palmeiras e arbusto topiados ou floríferos.
Já a azaleia de porte grande necessitará de um vaso maior de boca larga, podendo receber plantas de complemento na borda para terminação ou então cobertura inerte de cascas de pinus.
Evitar a colocação de pedaços de mármore ou pedra calcárea, pois a azaleia aprecia solo bastante ácido e poderá até fenescer com este tipo de cobertura.

CALLIANDRA BREVIPES
Texto da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

Cultivo da caliandra

Nome botanico:
Calliandra brevipes Benth.
Nomes Populares :
Caliandra, quebra-foice, esponjinha
Família :
Angiospermae – Família Mimosoideae
Origem:
Nativa brasileira

Descrição:
Planta arbustiva muito ramificada, de ramos finos e que pode chegar a 1,0 m de altura se não controlado por podas.


As folhas são compostas, paripinadas com folíolos bem pequenos, dando às folhas o aspecto de uma pena de ave.
As flores são bem pequenas, com estames longos de cor rosa, vermelho ou branco, reunidas em inflorescência.
A aparência da inflorescência é de um pompom.

Floresce da primavera ao fim do verão e pode ser cultivada em todo o país.
Em regiões de calor mais ameno tem uma floração abundante.

Modo de Cultivo:
É de fácil cultivo e necessita de sol, solo permeável e rico em matéria orgânica.
Plantio:
Abrir uma cavidade maior que o torrão a ser plantado.
Fazer uma combinação de adubo animal curtido, cerca de 1 a 2 kg/muda com composto orgânico ou húmus de minhoca e 100 gramas de farinha de ossos.
Colocar uma parte no fundo do buraco, acomodar o torrão e completar com a mistura.
Regar bem.
Regar bastante nos próximos dias em que não chover e depois espaçar as regas.

Propagação:
Para fazer a propagação da caliandra poderemos usar a técnica da estaquia, com a retirada de ponteiros de ramos, quando da poda de inverno.
Colocar em areia úmida ou casca de arroz carbonizada, cobrindo com plástico até o enraizamento.
Notará que enraizou quando iniciar a emissão de folhas novas.
Também poderemos usar o método das sementeiras, recolhendo as sementes e colocando em terra comum de canteiro misturada com areia, mantendo este substrato úmido e coberto até a emergência.
O transplante será feito quando a plantinha tiver umas 6 folhinhas.
Usar a mesma mistura recomendada para plantio, colocando em vasos ou sacos de cultivo.

Paisagismo e uso decorativo:

É uma planta nativa, nos campos existem exemplares espontâneos.
Seu uso como cerca - viva para propriedades rurais encantou paisagistas que a trouxeram para a cidade para ornamentar praças e parques públicos.
Na arborização de canteiros centrais em avenidas e nas calçadas também é muito empregue.
Para jardins de condomínio, poderá ser colocada na separação de ambientes e para áreas empresariais é bem-vinda também, pois a única manutenção é alguma poda anual no inverno para dimensionar seu tamanho.

CAMELLIA JAPONICA
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

A Camélia

Nome Técnico:
Camellia japonica L.
Sin.:Thea japonica (L.) Baill.
Nomes Populares :
Camelia
Família :
Angiospermae – Família Theaceae
Origem:
Originária da Ásia

Descrição:
Planta arbustiva ou árvore de lento crescimento pode atingir até 6,0 metros de altura, de folhagem perene, com folhas ovais brilhantes e coriáceas de bordas denteadas.
As flores podem se apresentar inseridas nas axilas das folhas, de formato simples ou com muitas pétalas, nas cores branca, rosa, vermelha e variegadas de branco e rosa.
O florescimento se inicia no outono e inverno ocorrendo durante muitos meses.
Podem ser cultivadas em quase todo o país, menos em lugares muito ao norte, de clima mais tropical.

Cultivo:
Local de plantio ensolarado, mas em regiões de sol muito quente e forte pode ser cultivada à meia sombra.
O solo deve ser fértil, profundo e bem drenado com pH entre neutro a levemente ácido.
Preparar a cova de plantio duas vezes o tamanho do torrão.
Garantir a drenagem com areia de construção, misturando no fundo com a terra.
Colocar adubo animal curtido de gado ou aves, cerca de 1 litro por muda de tamanho padrão ( altura de 1,20 a 1,80 m), misturando com composto orgânico.
Colocar a muda, soltando a terra das laterais do torrão para melhor desenvolvimento das raízes.
Adicionar o composto orgânico até preencher o espaço, apertar a terra junto da muda e regar.
Se a planta é proveniente de viveiro por vezes já vem com tutor, senão poderá colocar um antes do plantio, fazendo um amarrado em oito para não estrangular a planta.
Regar bem durante uma semana ou mais para que a muda possa sobreviver.
A melhor época de plantio é no final do outono ou na estação das chuvas.
As adubações posteriores poderão ser feitas com a adição de composto orgânico, adubo animal curtido e adubo granulado NPK de formulação 4-14-8, antes da floração do inverno e depois que diminuir a quantidade de flores e a planta iniciar seu crescimento vegetativo.
Se estiver plantada no chão, fazer um pequeno valo ao redor da projeção da copa da planta e colocar esta mistura, regando a seguir.

Propagação e Mudas:
Para fazer mudas de camélia é preciso esperar a primavera, quando a planta está crescendo.
Retirar pequenos ramos da ponta ou do meio e colocar para enraizar em substrato tipo areia ou casca de arroz carbonizada, mantidas úmidas e à sombra.
Os ramos da ponta produzem flores em 3 a 4 anos enquanto os do meio levam mais tempo.
Usar hormônio de enraizamento para garantir a emissão mais rápida de raízes, o que poderá ocorrer entre 6 a 12 semanas com temperaturas entre 12 e 20 ºC.

Ambiente e uso decorativo:
É uma planta que durante muito tempo ornamentou os jardins.
Passou por um tempo esquecida mas agora está sendo muito solicitada nos viveiristas.
Sua produção intensa e prolongada de flores é uma garantia de cor em meio à folhagem verde dos jardins.

HIBISCUS SYRIACUS
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

O Hibisco da Síria
Nome Técnico:
Hibiscus syriacus
Nomes Populares :
Hibisco da Síria, rosa de Sharon
Família :
Família Malvaceae
Origem:
Originário da Ásia

Descrição:
Arbusto de crescimento rápido, forma colunar, muito ramificado, com folhas escuras serrilhadas de forma irregular e flores vistosas, de pétalas simples ou dobradas ao longo dos ramos.
Encontram-se flores em branco, rosa, violeta e roxo, produzindo sucessivas camadas de flores o ano todo.

Porte:
Seu tamanho pode pode atingir 3,0 m de altura.

Ambiente e uso decorativo:
Pode ser usado como cerca-viva, cortina de proteção visual ou como planta mais alta em maciços de plantas menores e outras formas.
Muito ornamental e de fácil manutenção.

Cultivo:
Em locais ensolarados, com solo de fertilidade média.
É necessária a adição anual de composto orgânico e regas regulares.
Tolera regiões de clima frio mas sua floração mais abundante é em lugares com clima de característica tropical.
Pode ser podado, caso seja usado como cerca-viva, quando então a produção de flores diminui bastante.
Na ocasião pode ser feita estaquia dos ramos, retirando-se parcialmente as folhas, as flores e os botões.
Colocar as estacas em areia de construção previamente lavada e úmida até o completo enraizamento.
A distância entre plantas deve ser de 0,50 m para cerca-viva, seja de ornamentação ou cortina vegetal.

HIBISCUS ROSA SINENSIS
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

O Hibisco Vermelho ou mimo de Vênus
Nome Técnico:
Hibiscus rosa sinensis
Nomes Populares :
Hibisco, mimo-de-Vênus
Família :
Família Malvaceae
Origem:
Originário da Ásia e disseminado pelo mundo inteiro
Descrição:
Tem uma forma mais ovalada e se podado nos ramos inferiores, pode servir como árvore de pequeno porte.
Suas flores são campanuladas e encontradas em cores branca, amarela, rosa e vermelha, simples e dobradas.
Florescem praticamente o ano inteiro.
Porte:
Arbusto de alto porte, pode atingir até 3,50m.
Ambiente e uso decorativo:
Pode ser usado para ornamentação de jardins, como se fosse uma pequena árvore, como planta alta para cortina de proteção visual, como cerca-viva e também para ornamentar calçadas e canteiros centrais em avenidas.
Cultivo:
São cultivados em locais ensolarados e não são plantas exigentes em fertilidade do solo.
No plantio de uma muda, colocar na cova composto orgânico e adubo granulado NPK fórmula 10-10-10.
Fazer a adubação de reposição no inverno, na projeção da copa.
Regas regulares.
Aceita poda, mas é preciso saber que, se for muito podado, haverá pouca emissão de flores, pois estas nascem na ponta dos ramos.
A propagação de mudas é feita por estaquia de ramos, na época da primavera.

GARDENIA JASMINOIDES J. ELLIS
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

O Jasmim-do-Cabo
Nome Técnico:
Gardenia jasminoides J. Ellis
Nomes Populares :
gardênia, jasmim do cabo
Família :
Família Rubiaceae
Origem:
Originário da China.

Descrição:
Arbusto de médio porte, até 2,0m de altura, forma arredondada, folhas coriáceas e brilhantes na página de cima.
Flores grandes, brancas e perfumadas, principalmente no fim da tarde.
Florescimento na primavera.
Pode ser cultivado em qualquer tipo de clima, mas floresce mais abundantemente em climas temperados.

Modo de cultivo:
Necessita sol e solo fértil, composição mais ácida e bem drenado.
A adição de composto orgânico com cascas de árvores decompostas no plantio e adubação com adubo granulado fórmula NPK 10-10-10 no meio do outono garantirá uma floração esplêndida na primavera.
Seu crescimento pode ser controlado por podas, feitos no final do verão, para não prejudicar a floração.
Pode ser cultivado em vasos, desde que sejam grandes.

Paisagismo:
Usado para composição de conjuntos verdes ou com folhagens variegadas como o Cróton(Codieum), garantem um efeito ornamental muito bonito.
Pessoas alérgicas podem ter problemas, então não se recomenda o plantio junto a dormitórios.

BRUNFELSIA UNIFLORA
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

O Manacá de Cheiro
Nome Técnico:
Brunfelsia uniflora
Nomes Populares :
Manacá-de-cheiro, ontem-hoje-amanhã, primavera.
Família :
Família Solanaceae
Origem:
Nativo do Brasil

Descrição:
Arbusto de médio porte, folhagem perene forma de uma arvoreta, bem ramificado de caule e ramos de textura áspera.
Folhas ovais lisas e de cor verde- escura.
As flores são a grande atração, arredondadas de cor azul-violeta que vão se tornando esbranquiçadas com o tempo, oferecendo um espetáculo na primavera, quando se cobre de flores quase não aparecendo as folhas.

Porte:
Pode atingir 3,0 m de altura.

Ambiente e uso decorativo:
Sua floração é efêmera, dura poucos dias, mas é um belo espetáculo.
A introdução no planejamento do jardim é interessante desde que se tenha em mente que sua participação com a cor de suas flores é por pouco tempo.

Cultivo:
Muito simples, em solo comum bem drenado.
Aprecia locais ensolarados quando produz abundante floração.
Tem a tendência a formar grandes touceiras devido ao crescimento de filhotes oriundos da raiz que devem ser retirados, podendo servir para a propagação da planta.
Também é possível fazer novas mudas com estacas de ramos novos, após a floração.
Esta é uma planta hospedeira de lagartas de borboletas.
Elas surgem após o período de floração e não há prejuízo para a planta e assim também haverá lindas borboletas no jardim.

SALVIA SPLENDENS
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

alegria-de-jardim
Nome Técnico:
Salvia splendens
Nomes Populares :
cardeal, sangue-de-adão, salvia, alegria-de-jardim
Família :
Família Lamiaceae (ex-Labiatae)
Origem:
Nativa do Brasil..

Descrição:
Arbusto semi-lenhoso, de folhas verdes ovais ponteagudas e caule quadrangular, forma arredondada.
As flores saem de dentro de cálice persistente, são campanuladas e podemos encontrar nas cores creme, vermelha, rosa e roxa, sendo o mais florífero o de flores vermelhas.
Também são encontradas variedades anã,de menor altura.
Porte:
Até 1,20 de altura.

Ambiente e uso decorativo:
Uma das plantas mais fáceis de cultivar e por isto muito usada em ornamentação de parques e praças públicas.
Grandes canteiros de uma só cor ou manchas delineadas de cores diferentes, sempre será um sucesso.
Para jardins empresariais e condomínios é sempre uma excelente opção.
Jardins particulares podem usá-lo para formar conjuntos com outras plantas verdes ou prateadas.

Cultivo:
Local ensolarado, sem exigência quanto à fertilidade do solo.
As regas podem ser regulares, abundantes e espaçadas.
Propagação por sementes, em qualquer época do ano.
Produtores oferecem variedade de sálvia anãs, com até 0,30m, muito interessantes para compor vasos e bordas altas para canteiros.

VIBURNUM TINUS
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

O viburno
Nome Técnico:
Viburnum tinus
Nomes Populares :
Viburno, laurotino
Família :
Família Caprifoliaceae
Origem:
Originário da Europa

Descrição:
Arbusto lenhoso, muito ramificado de caule escuro, compacto e de folhagem perene.
Suas folhas são verde-escuras brilhantes de pecíolo marrom-avermelhado.
As flores são perfumadas, brancas e pequenas nesta espécie mas no Viburnum macrophyllum parece uma grande bola de flores alvas.
Floresce da primavera ao verão abundantemente mas nos meses seguintes de forma esporádica.
Porte:
É um arbusto que pode alcançar até 2 a 5 m de altura
Ambiente e uso decorativo:
Cultivada como planta isolada sobre gramados, renques de grandes dimensões ou consorciada com plantas coloridas como crótons e outras variegadas forma belo efeito.
Cultivo:
Deve ser cultivado ao sol e solo rico em matéria orgânica e bem drenado.
A adubação deverá ser efetuada duas vezes por ano, antes da floração da primavera e outra quando a planta entrar em estado mais vegetativo.
Aceita poda de formação e nesta ocasião poderá ser feita estaquia dos ramos em areia úmida.
Como cerca-viva podada não responde bem, mas se for deixado livre seu crescimento formará grande maciço.

BOUGAINVILLEA SPECTABILIS
Texto e fotos da Eng.Agr.Miriam Stumpf.

A Primavera
Nome Técnico:
Bougainvillea spectabilis Willd.
Sin: Bougainvillea bracteata Pers.
Nomes Populares :
Tres Marias, primavera, buganvílea
Família :
Angiospermae - Família Nyctaginaceae
Origem:
Nativa do Brasil, região do leste e nordeste.

Descrição:
Arbusto lenhoso de médio a grande porte, sem tamanho definido, de muitos ramos, espinhento, escandescente cultivado no mundo inteiro pelas sua inflorescências coloridas.
As folhas são ovais acuminadas de textura fina e as flores são pequeninas de cor branca envolvidas por tres brácteas coloridas nas cores branca, rosa claro, coral, carmim, púrpura, alaranjada e amarelo ouro, formando grande inflorescência nas pontas dos ramos.
Floresce principalmente na primavera e verão e esporadicamente durante o ano.

Cultivo:
Deve ser cultivada a pleno sol em solo fértil e bem drenado.
A cova de plantio deve ser preparada com composto vegetal e animal decomposto, com a adição de adubo granulado NPK formulação 10-10-10, colocando-se no fundo da cova um pouco de areia para facilitar a drenagem.
A poda dos ramos não deve ser feita com a planta florida, aguardar a época vegetativa para dar a forma desejada ao arbusto.
Um efeito muito interessante é o plantio junto a um poste de madeira ou ferro e ir enrolando devagar os ramos, deixando formar uma copa acima de 2,50 m, imitando um árvore. Fica muito ornamental, mas exige manutenção constante.
A propagação da planta é feita por estaquia de ramos mergulhados em enraizadores e colocados em casca de arroz carbonizada ou areia mantidos úmidos e também por alporque.

Ambiente e uso decorativo:
A bugainvilea é uma das trepadeiras mais bonitas para o paisagismo, caracterizando nosso clima tropical e colorido.
Todas as regiões do Brasil podem cultivá-la com grande efeito paisagístico num jardim.
Pode ser colocada numa pérgola com uso de ambiente de lazer com mesas e cadeiras, onde seu colorido empresta um belo contraste com móveis claros.
Seu uso em grandes vasos em jardins com piscinas, em arcos para acabamento de corredores ensolarados e para muros e paredes faz dela uma das plantas mais procuradas para projetos.
Algumas são comercializas em grandes vasos, troncos grossos e retorcidos, muito ornamentais.
Tratam-se de mudas mais velhas, às vezes matrizes que são comercializadas para dar lugar a novas.
Tem aparência de bonsais, ficam muito interessantes junto a piscinas, terraços e solitárias sobre gramados.
Mas, além de muito caras, já não florescerão tanto quanto uma muda nova e vigorosa.

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